Estatísticas e Previsões
Caros amigos,
Extraí estes dados estatísticos da newsletter da projeção.com, escrita pelo Ricardo Borges, um dos mais populares analistas financeiro do mercado brasileiro:
- Normalmente, os meses de Dezembro e Janeiro são períodos de alta das Bolsas de Valores.
- Quando durante o ano o mercado cai fortemente, esta alta começa no início de Novembro e vai até Fevereiro. Esta alta normalmente é bastante forte.
- Quando durante o ano o mercado anda de lado, esta alta inicia-se no fim de Novembro e perdura até a primeira quinzena de Janeiro. Esta alta normalmente ocorre de forma moderada.
- Quando durante o ano o mercado sobe, a alta tem início nas últimas semanas de Dezembro e dura até as primeiras semanas de Janeiro.
- Excessões: 1994 (Crise do México estourada em 20 de Dezembro de 1994), 1998 (Crise do Brasil a caminho) e 2007 (Crise dos EUA demonstrando os seu primeiros sinais).
Baseando-se nestes dados podemos estimar que, considerando a forte tendência de baixa que os mercados financeiros mundo a fora vêm enfrentando desde Março/08, a perspectiva seria de uma alta compensatória bem acentuada. Não necessariamente para recuperar os trilhões de dólares evaporados nestes últimos 06 (seis) meses, mas sim para recolocar os preços das ações em um patamar mais próximo do que realmente valem.
Não encarem esta possível alta como uma reversao da tendência a longo prazo, pois ainda encararemos uma longa e depressiva fase de recuperação da econômia mundial, que ocorrerá durante todo o resto do ano de 2009.
As medidas enérgicas que vêm sendo tomadas pelos Bancos Centrais dos países e os inúmeros pacotes da salvação divulgados pelos Governos servem apenas para evitar que o mercado, extremamente doente e avariado, venha a sucumbir definitivamente. O efeito destas medidas é exatamente o mesmo que um atendimento primário a um paciente politraumatizado na emergência de um hospital público. O objetivo é apenas um: evitar que o doente (o mercado financeiro) morra.
Tudo indica que esta fase está proxima do fim. Enfrentaremos agora uma fase de menos pânico, porém muito mais depressiva que a primeira: a fase de encarar a realidade e de avaliar os estragos gerados pela ganância prévia. Um longo período de baixo crescimento, falta de crédito, empresas fechando e alta taxa de desemprego está por vir.
Estamos próximos da fase de divulgação dos balanços de nossas empresas e estes começarão a demonstrar o quão devastador foi este período, bem diferente da realidade que o Governo Brasileiro vem tentando nos vender. Não que eu ache que o País vá quebrar, ou que iremos necessitar de uma nova e polpuda ajuda do FMI. Não é isso! É claro que nossa econômia está mais robusta hoje do que há 10 (dez) anos. Entretanto, estes balanços funcionarão como um choque de realidade para também entrarmos neste período de recuperação comentado anteriormente.
Lembrem-se apenas que o mercado vive de expectativas, principalmente de expectativas a curto prazo. O mercado é extremamente histérico quanto a isso. Uma notícia ruim sempre gera uma forte e exagerada queda dos preços. E, provavelmente isso ocorrerá quando todos os balanços forem divulgados demonstrando o baixo desempenho das empresas neste período.
Esta é a única razão pela qual considero que o ano de 2008 engordará um pouco mais o rol das excessões das estatísticas de final de ano sobre o movimento do mercado financeiro.
Vamos ver o que acontece,
João Luis Benatto Torres
ADVFN BRASIL

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