1° Semestre de 2009 - Resumo sobre a performance das principais bolsas de valores e dos mercados de câmbio e commodity
Abaixo, descrevemos um resumo sobre o desempenho dos mercados de valores mobiliários, de câmbio e de commodities (em dólares) no primeiro semestre de 2009:
VALORES MOBILIÁRIOS
* Dow Jones: - 2.80%
* S&P: + 2.65%
* Ibovespa: + 64.50%
* Shangai: + 62.50%
* México: + 15.73%
* FTSE: + 9.96%
* DAX: + 2.65%
* NIKKEI: + 6.46%
MOEDAS
* AUD: + 16.90%
* GBP: + 15.00%
* EUR: + 0.18%
* JPY: - 5.95%
* BRL: + 19.07%
COMMODITIES
* Petróleo: + 29.00%
* Gasolina: + 72.85%
* Ouro: + 6.70%
* Prata: + 22.80%
* Cobre: + 62.30%
* Niquel: + 33.00%
* Açúcar: + 31.75%
* Soja: + 16.00%
* Café: + 2.50%
* Trigo: - 17.00%
* Milho: - 11.00%
Lembrando que durante este período presenciamos a posse do Presidente dos Estados Unidos Barack Obama e um sentimento de grande esperança mundial para uma política econômica mais austera do que a exercida durante os últimos oito anos.
Uma série de pacotes econômicos oriundos de Estados Unidos, China e União Européia sucederam-se com o intuito de manter a roda da econômia girando, enquanto que os governos tentavam limpar o mercado dos títulos podres que deflagraram e alastaram a crise mundialmente em 2008.
Mesmo com o mercado mundial inundado por alguns trilhões de dólares, demissões em massa ocorreram primariamente na Europa e nos Estados Unidos e, secundariamente, nos países periféricos. Só no Brasil, em meio à marolinha, foram setecentos mil postos de trabalho. Este número, que parece pouca coisa depois dos trilhões e bilhões que ouvimos nos últimos meses, é exatamente a metade da quantidade de postos criados na indústria brasileira desde 2004!
Do mesmo modo, foi triste ver algumas instituições se aproveitando do perdão governamental e, consequentemente, de alguns bilhões de dólares para manter antigas regalias e gastos irresponsáveis, como o ocorrido com a gigante AIG. Triste também foi presenciar a situação de insolvência de ícones da econômia mundial como a General Motors.
As Bolsas de valores americanas e européias sinalizaram, finalmente, com o fim da hemorragia, findando o período praticamente estáveis. A surpresa ficou por conta de Brasil e China, que tiveram desempenhos fenomenais.
A China sim, pareceu ter passado apenas por uma marolinha: praticamente sustentou financeiramente os pacotes bilionários americanos através da compra desenfreada de Treasures, mesmo com a taxa de juros menor de 0,5%/ano mantida pelo Federal Reserve; concentrou sua produção em seu espetacular mercado interno; seus bancos praticamente não deixaram de providenciar crédito para o mercado; além de ter mantido a sua fome por commodities.
O Brasil, além de realmente ter bons fundamentos e um Banco Central extremamente competente, acabou sendo bastante abençoado pela fome chinesa por commodities.
Os outros BRICs? A Índia teve um desempenho abaixo do esperado, a Rússia ainda passa por um momento delicadíssimo e o México teve o azar de dar origem à “gripe suína“.
Dessa forma, não é difícil imaginar em quais mercados os players mundiais direcionaram toda a sua munição: China e Brasil.
João Luis B. Torres
ADVFN BRASIL
www.advfn.com.br

Comments(0)