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Archive for Agosto, 2009

A consolidação da China como o centro do mundo - Parte 2

China toma medidas para conter excesso de capacidade industrial

O governo chinês anunciou medidas e estudos para reduzir o excesso de capacidade em diversos setores da economia. A decisão foi anunciada pelo Conselho de Estado, que pretende guiar o desenvolvimento e evitar os problemas causados por projetos redundantes e sobra de capacidade.

O excesso de base produtiva é persistente nos setores de aço e cimento, enquanto projetos redundantes foram identificados em novos segmentos, como energia eólica, apontou o comunicado formulado pelo conselho depois de uma reunião presidida pelo premiê Wen Jiabao.

Ainda de acordo com o comunicado do conselho, o direcionamento será particularmente reforçado nos setores de aço, cimento, vidro, carvão e energia eólica.

As medidas propostas incluem estritos controles de acesso aos mercados, maior supervisão ambiental e de uso da terra. Além disso, os bancos foram ordenados a emprestar dinheiro ao setor apenas se as diretrizes da nova política industrial forem estritamente cumpridas.

A decisão do Conselho de Estado se soma a uma determinação do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação visando à paralisação por três anos nas aprovações de novos projetos de expansão para o setor siderúrgico.

Segundo o ministério, o excesso de capacidade do setor é o mais evidente. Em 2009, a capacidade instalada estimada é de 660 milhões de toneladas contra uma demanda prevista de 470 milhões de toneladas.

Fonte: OGlobo

Crise Mundial - Queda na geração de caixa aferida pelo Ebtida de grandes empresas brasileiras no primeiro semestre de 2009

A geração de caixa medida pelo Ebtida das companhias abertas neste primeiro semestre mostra que o estrago da crise para as empresas brasileiras não foi pequeno. Para a maioria das empresas, o indicador registrou queda na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo pesquisa realizada pela Corretora Souza Barros, com exclusividade para o Monitor Mercantil, junto a 44 empresas que fazem parte das 56 classificadas no Ibovespa, 27 apresentaram redução na geração de caixa e as demais mostraram crescimento. O Ebtida total destas 44 empresas somou, nos seis primeiros meses de 2009, R$ 54,656 bilhões, contra R$ 88,372 bilhões no mesmo período de 2008.

O levantamento não inclui o setor financeiro, pois este não trabalha com o indicador Ebtida. Os destaques entre as quedas do Ebtida ficaram com as empresas exportadoras de commodities, como dos segmentos de siderurgia, papel e celulose e mineração, mas o de energia elétrica, que também sofreu com os impactos da crise, não ficou atrás.

Do lado positivo, o destaque fica com a Embraer que, após a redução do custo fixo, conseguiu registrar forte incremento do Ebtida e da margem financeira. Em termos de setores estão o de construção civil e logística. Neste sentido, constam da lista positiva a América Latina Logística (ALL), CCR Rodovias, Gafisa e Rossi Residencial. Outras empresas com bom desempenho são a Sabespa, AmBev, Redecard e Net.

Siderurgia

De acordo com a Fator Corretora é preciso ter cautela com o setor de siderurgia. No caso da Gerdau, companhia bastante afetada pela crise externa, o Ebtida mostrou forte queda, ao passar de R$ 4,59 bilhões para R$ 234,9 milhões. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) também mostrou elevada perda na geração de caixa semestral, que caiu de R$ 2,83 bilhões para R$ 1,28 bilhão. Com relação à Usiminas, a perda ficou ainda acima da CSN, mas abaixo da Gerdau, de R$ 2,623 bilhões para R$ 495,2 milhões.

Revisamos nossas projeções para CSN, Gerdau, Metalúrgica Gerdau e Usiminas em função de: alteração das premissas macroeconômicas; novas perspectivas para o volume de vendas; e menor taxa livre de risco. Seguimos com recomendação de manutenção para todas as ações do setor em 2009”, explicam os analistas da Fator em relatório aos clientes. A recomendação para as ações da CSN, Gerdau e Usiminas é de manutenção e os preços-alvo para junho de 2010 são de R$ 55,20, R$ 23,90 e R$ 44,60, respectivamente.

Os analistas da Fator lembram que o mercado automobilístico doméstico se mostra resiliente aos impactos da crise. As medidas governamentais, de redução do IPI e incentivos à concessão de crédito, surtiram efeito e mantiveram o mercado interno aquecido.

Nos últimos dois meses, o volume de vendas foi superior à produção, fato que denota preocupação do setor com a formação de estoques. No entanto, o mercado automobilístico pode sofrer com a canibalização das vendas futuras e menor escoamento das vendas ao mercado externo. A recomposição do IPI a partir de setembro deste ano deve impactar negativamente o volume de vendas.

Papel & celulose

Para as fabricantes de papel e celulose, o primeiro semestre também não foi dos melhores. O Ebtida da Aracruz recuou de R$ 685,4 milhões para R$ 444,1 milhões. Para a Klabin, a perda foi mais tímida, com a geração de caixa reduzindo de R$ 384 milhões para R$ 329,5 milhões. Os analistas do Bank of America Merrill Lynch recomendam venda para as ações da Klabin.

A VCP demonstrou movimento contrário e o Ebtida da companhia cresceu de R$ 522 milhões para R$ 730,3 milhões. Após os resultados, os analistas do Bank of America Merrill Lynch atualizaram a recomendação de neutra para compra das ações da VCP, classificada como a top pick no setor. A recomendação para a VCP está relacionada ao aumento dos preços da celulose no mercado externo.

Segundo os especialistas da Merrill Lynch, a VCP é a empresa mais alavancada do Brasil com o ciclo de celulose e pode registrar desempenho acima de seus pares no curto prazo. A cada aumento US$ 50 por tonelada no preço da celulose, a empresa registra um aumento de 20% o Ebitda do próximo ano.

Energia Elétrica

As empresas do setor de energia elétrica também exibiram recuo do Ebtida neste primeiro semestre, com exceção da Transmissão Paulista, cuja geração de caixa subiu de R$ 636,1 milhões para R$ 707,4 milhões. O Ebtida da Celesc recuou para menos da metade do registrado no primeiro semestre de 2008, de R$ 372,5 milhões para R$ 184,7 milhões. O Ebtida da Eletropaulo cedeu de R$ 791,5 milhões para R$ 697,4 milhões. No caso da Cemig, a retração foi mais tímida, de R$ 2,07 bilhões para R$ 1,81 bilhão. Para a CPFL, o recuo também foi menor: o indicador cedeu de R$ 1,493 bilhão para R$ 1,352 bilhão.

A estimativa dos analistas é de que a recuperação de demanda da classe industrial seja gradual e não deverá retornar aos mesmos patamares de crescimento no curto prazo. Outro aspecto que poderá influenciar o setor elétrico caso a atividade econômica não retorne aos antigos patamares de crescimento é a devolução de energia de consumidores no mercado livre, uma vez que existe um lock-up de 180 dias nos contratos de take-or-pay.

O crescimento da inadimplência também poderá ser maior no segundo semestre, uma vez que muitas empresas provisionam perdas com contas em atraso a partir de 90 dias. Já o efeito da redução da taxa de juros nas empresas do setor elétrico deverá ser limitado, uma vez que são pouco alavancadas.

Fonte: Monitor Mercantil

Brasil: PIB deve crescer 4% na média de 2009 a 2012

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou em palestra para executivos reunidos em evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos em Finanças (Ibef), em São Paulo, que o País deverá registrar crescimento médio anual de 4% de 2009 a 2012, levando em consideração que o PIB exibirá uma marca entre zero e 1% ao final deste ano.

Evolução - Para ele, o nível de atividade do País está registrando uma adequada evolução que deve ser superior aos 4% projetados para 2010 na pesquisa Focus do Banco Central. “Acredito que o crescimento em 2010 está mais próximo a 5% do que 4%”, comentou. Ele ressaltou que a recuperação da atividade deve elevar o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria para 82% ao final do ano.

Investimentos - Segundo Coutinho, os investimentos de longo prazo devem ajudar de forma expressiva para alcançar a média de 4% até 2012. “O barril do petróleo em uma cotação pouco acima de US$ 70 consegue fazer com que a Petrobras financie os seus investimentos de US$ 174 bilhões nos próximos cinco anos”, afirmou. Segundo ele, tal aplicação de recursos pela estatal deve requerer investimentos de US$ 80 bilhões na cadeia produtiva, dado que dois terços dos bens e serviços que devem ser adquiridos pela companhia virão de empresas nacionais.

Desafio - Porém, Coutinho afirmou que o Brasil tem um desafio que é ampliar os investimentos de longo prazo a fim de elevar a poupança doméstica ao patamar de 25% do PIB, que será essencial para que o País cresça de 6% a 7% sem causar fortes pressões inflacionárias.

Fonte: Agência Estado

A consolidação da China como o centro do mundo - Parte 1

CHINA SUPERA ALEMANHA COMO MAIOR EXPORTADOR MUNDIAL

As exportações chinesas abriram uma ligeira dianteira em relação às da Alemanha no primeiro semestre deste ano, segundo novos dados divulgados ontem, em mais uma indicação de que a posição da Alemanha, de principal país exportador do mundo, está ameaçada.

A China exportou mercadorias em valor equivalente a US$ 521,7 bilhões no primeiro semestre do ano, enquanto o total da Alemanha foi US$ 521,6 bilhões, conforme anunciou a Organização Mundial do Comércio (OMC), com sede em Genebra.

Estes números de exportação são acompanhados de perto na Alemanha, a maior economia da Europa, que terá eleições nacionais no próximo mês. As vendas dos seus produtos industriais têm impulsionado em grande parte o crescimento econômico nos últimos anos e, durante toda a crise econômica, o governo da premiê conservadora Angela Merkel tem defendido firmemente o modelo econômico do país, voltado às exportações.

A Alemanha há muito tempo vem se preparando para que a economia chinesa, de crescimento muito mais acelerado, assuma o seu título de “campeã mundial de exportações“.

O valor provável das exportações alemãs e chinesas para o ano cheio continua, porém, incerto e dependerá decisivamente das oscilações das taxas de câmbio nos próximos meses.

Um euro forte poderia ajudar a reduzir as vendas da Alemanha. Os setores exportadores do país mostraram sinais de recuperação nos meses recentes.

Está apertado demais para podermos extrapolar para o ano todo e, quem dirá, para o próximo ano“, afirmou Patrick Low, economista-chefe da OMC.

As exportações alemãs foram duramente abaladas pela queda na confiança mundial que se seguiu à derrocada do banco de investimentos americano Lehman Brothers, no ano passado.

Mas surgiram sólidos sinais de uma sólida retomada no crescimento. Em junho, mês mais recente para o qual há dados disponíveis, as exportações alemãs deram um salto de 7% na comparação com o mês anterior. Apesar disso, elas ainda ficaram 22,3% abaixo do nível do ano anterior. As exportações chinesas seguiram um padrão semelhante.

O aumento repentino nas exportações ajudou a explicar porque a Alemanha conseguiu registrar um aumento no PIB no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior - dando a entender que o país teria saído da recessão antes dos EUA, Reino Unido e da maioria das demais grandes economias da UE.

Por sua vez, a recuperação na Alemanha está ajudando a elevar o desempenho global da zona do euro. As encomendas à indústria na zona do euro dispararam, numa alta de 3,1% em junho, na comparação com o mês anterior, segundo dados da Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia.

Fonte: Valor Econômico

Brasil fechará o ano de 2009 com o menor déficit nominal entre os países do G-20 (Previsão do Ministro da Fazenda Guido Mantega)

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o Brasil vai encerrar 2009 com o menor déficit nominal entre os países do G-20, grupo que reúne os países em desenvolvimento. A previsão do ministro é de que o resultado nominal, que engloba receitas menos despesas, incluindo os gastos com juros, fique entre 2,1% e 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, a previsão inicial do governo, feita antes da crise mundial, era de que o déficit fosse zerado em 2009 ou 2010. Mas, agora, ele acredita que isso só possa ocorrer daqui a três ou quatro anos.

Mantega afirmou que, apesar desse adiamento, o impacto nas contas públicas do programa de medidas anticíclicas lançado pelo governo será pequeno, na comparação com outros países do G-20. Ele citou a China, que pode terminar o ano com déficit nominal de 4,5% do PIB, e a Índia, com estimativas entre 7% e 8%.

Já os Estados Unidos, centro da crise financeira internacional e integrante do G-8 (as sete maiores economias do mundo mais a Rússia), gastou mais de US$ 700 bilhões em medidas de estímulo à economia e pode encerrar o ano com déficit nominal de 13,7% do PIB, segundo números apresentados pelo ministro na cerimônia de lançamento da 9.ª edição do anuário Valor 1000, organizado pelo jornal Valor Econômico. Os gastos do Brasil com medidas anticrise, afirmou Mantega, não chegaram a 1% do PIB. Um nível de recursos, segundo ele, “mais modesto, mas não menos eficiente“.

Fonte: Agência Estado

Commodities e ações têm a maior convergência de preços em 29 anos

A crise financeira mundial fez com que duas classes de ativos historicamente não relacionadas passassem a caminhar juntas. A convergência entre os preços de ações e de commodities ao longo dos últimos 12 meses aproximou-se de 80% - maior nível em 29 anos, aponta levantamento do banco de investimento Barclays Capital. Desde os anos 1970, a correlação média entre ambos foi de apenas 4%. Quanto mais próxima de zero é essa correlação, mais desatrelado está o comportamento desses ativos.

Commodities sempre foram vistas como um elemento de diversificação por investidores que aplicam seus recursos em papéis de empresas. Isso porque, em tese, os parâmetros que fazem oscilar os preços de matérias-primas são diferentes daqueles que explicam o sobe e desce das ações. É o que os economistas chamam de correlação negativa.

Essa divergência foi particularmente forte até meados do ano passado, antes do estopim da crise provocada pela quebra do banco Lehman Brothers nos Estados Unidos. Entre julho de 2007 e julho de 2008, o índice Dow Jones da bolsa de valores de Nova York acumulou queda de 15%. No mesmo período, o valor médio das commodities, medido pelo índice CRB, disparou 48% e alcançou o maior nível da história.

Nos 12 meses seguintes, o mercado estabeleceu um novo padrão, uníssono: as ações caíram mais 25%, desta vez acompanhadas pelas commodities, que desabaram 46%. Os dois mercados registraram seus menores níveis de preço em março e, desde então, deram início a uma vertiginosa recuperação. O índice Dow Jones subiu pouco mais de 40%, enquanto o CRB avançou cerca de 30% - ambos, para o maior nível desde novembro. Nos 13 pregões de agosto (até ontem), commodities e ações oscilaram na mesma direção em dez.

Presença de fundos especulativos

Essa evidente correlação positiva fez crescer ainda mais a desconfiança quanto ao bom funcionamento dos mercados futuros de matérias-primas, inicialmente destinados a proteger produtores e consumidores das oscilações de preço ao longo do tempo. O argumento dos críticos é de que a crescente participação de fundos especulativos nos pregões de energia, metais e produtos agrícolas acabou por “financeirizar” esses mercados, descolando-os de seus fundamentos. Ou seja, grandes investidores estariam operando commodities segundo a mesma lógica que os orienta a comprar e vender ações, provocando distorções lógicas.

A falta de convergência entre preços físicos e futuros diminuiu de forma significativa a utilidade dos mercados futuros como instrumento de proteção para as empresas comerciais“, afirmou recentemente Gary Gensler, presidente da Comissão de Comércio de Commodities e Futuros (CFTC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A CFTC estuda mecanismos para limitar a especulação em mercados como os de trigo e de petróleo.

O total aplicado por investidores em commodities cresceu de aproximadamente US$ 15 bilhões no início da década para mais de US$ 200 bilhões em 2008. “Hoje, os fundos já são responsáveis por 60% do movimento de futuros nas bolsas de commodities“, lembra Steve Cachia, analista da corretora de grãos Cereapar.

Analistas reconhecem que a atuação dos fundos provocou distorções ao longo do último ano, mas não acreditam que a maior participação do capital especulativo assegure uma convergência definitiva entre os preços de commodities e ações.

A correlação entre esses mercados é circunstancial. Seguramente, a entrada de investidores não cria uma tendência à convergência, porque os fundos podem entrar vendidos com a mesma facilidade com que entram comprados no mercado de commodities“, afirma Bruno Rezende, economista da Tendências Consultoria.

Peso de fatores fundamentalistas

Os meses que antecederam a crise financeira provam essa tese. À época, investidores claramente apostaram na alta das commodities, respaldados pela forte demanda internacional, ao mesmo tempo em que apostaram contra o valor das ações e do dólar diante da deterioração da economia americana. Esses “spreads” foram desfeitos apenas quando ficou claro que a crise afetaria o consumo em todo o mundo.

Cachia lembra que, com a crise de confiança gerada pela quebra do Lehman Brothers, investidores liquidaram posições em todo tipo de investimento de risco, procurando abrigo em papeis seguros, como títulos do Tesouro americano. Mais recentemente, o sentimento de que a economia estaria se recuperando trouxe de volta a confiança do investidor, que voltou a colocar dinheiro no mercado como todo, sem grande distinção entre as classes de ativos.

Hoje, o humor dos grandes investidores está atrelado à bolsa de valores. Mas, depois que os mercados se acomodarem, os parâmetros de oferta e demanda voltarão a ditar o comportamento de preço de cada produto“, acredita Cachia.

Segundo Vinícius Ito, analista da corretora Newedge USA, em Nova York, períodos de crescimento acelerado ou recessão favorecem a convergência entre os preços dos ativos. “Em tempos de normalidade, a correlação entre commodities e ações é pequena. Mas quando existe uma tendência muito clara na economia, essa correlação fica mais forte“, afirma. Tendências semelhantes foram observadas no início dos anos 1980 e em meados da década de 90.

Embora as correlações positivas possam crescer em curtos períodos de tempo, a correlação mensal entre ações e commodities tem se mostrado insignificante desde os anos 1970. E é precisamente isso que se deve esperar para o futuro, já que commodities e ações são guiadas por diferentes fatores fundamentalistas - estas, pela expectativa de desempenho futuro, aquelas, pela interação em tempo real da oferta e da demanda“, defende o Barclays Capital em sua análise.

O banco de investimento argumenta ainda que o fato de o crescimento da demanda mundial por matérias-primas ser cada vez mais puxado pelos países em desenvolvimento “reduz ainda mais o elo entre os tradicionais ciclos de negócios dos países desenvolvidos e os preços das commodities“.

Fonte: Agência Estado

A arte de negociar!

PAI - Escolhi uma ótima moça para você casar.

FILHO - Mas… pai… eu prefiro escolher a minha mulher.

PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates…

FILHO - Bem, neste caso, eu aceito.

Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates…

PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha!

BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!

PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial…

BILL GATES - Neste caso, tudo bem.

Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.

PAI - Senhor Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.

PRESIDENTE DO BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.

PAI - Mas, senhor, este jovem é genro do Bill Gates.

PRESIDENTE DO BANCO MUNDIAL - Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!

Moral da história: Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia.

João Luis Benatto Torres
ADVFN BRASIL
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Vírus H1N1 - Quem é este vilão?

Os primeiros relatos de influenza são de aproximadamente 2,5 mil anos atrás pelo médico grego Hipócrates. A palavra influenza tem sua origem no latim medieval e posteriormente italiano, e significa influência. O nome foi criado porque se achava que a doença era causada pela influência das estrelas, possivelmente atribuída às noites frias de céu estrelado. Posteriormente, sua causa foi atribuída a bactérias ou ao ar maléfico que poderíamos estar respirando. Somente em 1933 é que a causa foi atribuída a um vírus.

Descobriu-se que esse vírus promíscuo podia sofrer pequenas ou grandes mudanças na sua estrutura e até mesmo trocar seus componentes genéticos com outros vírus influenza. Além dos humanos, o vírus apresentava a capacidade de infectar outros animais, como aves e porcos. No caso do influenza A (H1N1), o vírus possui componentes genéticos do influenza humano, suíno e aviário. Durante os meses de inverno, ocorre a influenza sazonal, que pode ser evitada pelas vacinas que são aplicadas anualmente no início do outono. As vacinas contra gripe são produzidas a partir da identificação dos principais tipos de vírus influenza que circulam anualmente no nosso meio.

As principais pandemias, decorrentes de grandes modificações na estrutura do vírus e para as quais não existe uma vacina disponível para prevenção, foram a gripe espanhola, com aproximadamente 20 a 40 milhões de mortos em 1918-19; a gripe asiática, com 70 mil mortes em 1957; a gripe de Hong Kong, com 34 mil mortos em 1968, e a atual gripe suína (H1N1) com 1.154 mortes até o momento.

A influenza é uma doença mais acentuada que o chamado resfriado, pois as pessoas sentem-se muito debilitadas, com febre alta, dores de cabeça e no corpo, com manifestações respiratórias que incluem tosse e espirros. O influenza aviário é muito mais agressivo (60 em cada cem pes- soas morrem) que o A (H1N1) (cinco em cada mil pessoas morrem), porém não se espalha com facilidade, pois só se transmite de aves para humanos, e não de humanos para humanos como A (H1N1).

Apesar da ocorrência de mortes e casos graves, principalmente em gestantes, pacientes com doenças crônicas e ocasionalmente em adultos jovens sadios, a maioria das pessoas que se infectam com A (H1N1) apresentam sintomas leves. Nossa sorte é que o influenza A (H1N1) não apresenta resistência a antivirais como o Tamiflu, que melhoram os sintomas e parecem prevenir complicações mais graves quando prescritos pelo médico nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.

Nossos hábitos de higiene devem ser rigorosos em uma epidemia como esta, e incluem a constante lavagem de mãos, principalmente antes das refeições, a proteção de espirros e tosse com lenço, além de procurar não levar a mão nos olhos, nariz e boca, sempre procurando colocar lenços e máscaras descartáveis em um lixo apropriado. Evitar, dentro do possível, ambientes fechados com grande aglomeração de pessoas e, se estiver gripado, ficar em casa.

O mais importante é que precisamos evitar alarmismos e levar uma vida normal, com alimentação adequada, beber bastante líquidos, sempre bem agasalhados e com uma atividade física regular. Estamos passando pelo pior momento da epidemia no nosso Estado, mas a tendência será a diminuição da disseminação do vírus e do número de pessoas infectadas com aumento da temperatura a partir de setembro. Certamente teremos uma vacina disponível para o nosso próximo inverno, que já começa ser testada no Hemisfério Norte. Ficam as lições e os ensinamentos para o aperfeiçoamento do nosso sistema de saúde para prevenção e instituição de estratégias de controle de doenças infecciosas potencialmente ameaçadoras como a influenza“.

Presidente da Sociedade Rio-Grandense de Infectologia

Fonte: Zero Hora

João Luis B. Torres
ADVFN BRASIL
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Presidente do Banco Central diz que Brasil sai da crise crescendo e com margem para eventual recaída

A economia brasileira sai da crise internacional, em termos relativos, mais forte do que entrou, disse nessa segunda-feira (10/08/09) o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

E, nesse aspecto, o Brasil entra e sai da crise sem deteriorar suas condições monetária e financeira. Entra com a estrutura organizada e preparado para crescer. E, ainda, com margem de manobra, caso haja qualquer recaída nessa trajetória. Temos ainda poder de fogo. Isso é muito importante porque dá maior consistência na trajetória de recuperação”, afirmou.

De acordo com os analistas do próprio banco divulgado no Boletim Focus, a perspectiva é de crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas no país, em 2010, embora alguns analistas internacionais apostem em aumento do PIB de até 4% no próximo ano, “ou acima disso”, disse Meirelles.

Para Meirelles, o Brasil tem condições de sair da crise crescendo e, ao contrário do que ocorreu no passado, sem ameaças de desequilíbrios no balanço de pagamentos e de inflação. Ele voltou a dizer que “a crise é séria e grave, e atingiu fortemente o Brasil”, mas garantiu que as medidas adotadas pelo governo nas áreas fiscal e monetária foram eficazes e atuaram na raiz do problema, que era a questão de liquidez nos diversos mercados.

Segundo afirmou o presidente do BC, as medidas foram adotadas no momento adequado. “Portanto, um movimento bem orquestrado. Por isso, o Brasil é considerado hoje um país modelo na sua estratégia de enfrentamento da crise, apesar de sujeito a muitas críticas”, disse se referindo aos que defendiam que movimentos “desesperados ou precipitados” poderiam produzir melhor efeito. Reiterou, entretanto, que “o remédio tem que ser tomado na hora certa e ser eficaz”.

Meirelles reafirmou que o Brasil entrou na crise mais preparado, com US$ 205 bilhões em reservas internacionais e mostrando crescimento do PIB de 6,8% no terceiro trimestre do ano passado, em comparação ao mesmo período de 2007. O país registrou ainda um forte movimento de ascensão social e possui hoje 51% da população na classe média.

O presidente do BC também falou de que os investimento de um modo geral começam ao voltar em função da economia já apresentar sinais de estabilização. “Estabilização da economia significa investimento”, disse ao destacar que o empresário, ao contrário do que acreditam alguns, não é movido por entusiasmo, mas se baseia em previsões de crescimento. “A base é a previsibilidade. Quanto mais previsível o futuro, mais haverá investimentos”, afirmou.

Meirelles lembrou ainda que uma das medidas adotadas para auxiliar o mercado de crédito brasileiro foi a redução do depósito compulsório. No início da crise, foram liberados R$ 100 bilhões, dos quais R$ 41,8 bilhões para os bancos pequenos e médios. Hoje, os depósitos compulsórios no BC se aproximam de R$ 180 bilhões. “O Banco Central está numa posição sólida para enfrentar qualquer crise de liquidez no sistema”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Balança Comercial - Julho de 2009 - Análise do resultado

Queda nas vendas de soja explica superávit comercial menor em julho de 2009

A queda nas vendas de soja em julho deste ano foi um dos principais fatores que explicam o recuo do superávit da balança comercial brasileira no mês passado, afirmou nesta segunda-feira (03/08/09) o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (MDIC), Welber Barral.

Houve uma concentração grande nas exportações de soja em junho deste ano. Por conta disso, se exportou US$ 768 milhões a menos no mês passado (julho). Na comparação com julho do ano passado, as vendas de soja recuaram US$ 540 milhões“, disse Barral a jornalistas.

Em julho deste ano, segundo dados do MDIC, as exportações recuaram em todas as categorias. No caso dos produtos manufaturados, por exemplo, a queda foi de 33,6%, enquanto os produtos semimanufaturados apresentaram queda de 41,5% nas vendas externas. Os produtos básicos, por sua vez, tiveram redução de 23,1% nas vendas ao exterior.

Dólar baixo

O secretário de Comércio Exterior avaliou, também, que o recuo do dólar pode contribuir para estimular as compras do exterior e gerar um resultado comercial menor no restante de 2009.

O câmbio é um dos elementos de competitividade e é um incentivo às importações. O câmbio pode gerar um efeito de incentivo ao consumo. Pode haver queda de saldo (da balança comercial) no resto do ano (na comparação com igual período de 2008)“, disse Barral.

Segundo ele, mantidas as atuais condições, o saldo comercial vai continuar, porém, positivo no resto do ano. “Não teremos as atribulações do ano passado, principalmente no que se refere à bolha dos preços de ‘commodities’ (produtos básicos com cotação internacional)“, disse.

Importações de bens de consumo

Estimuladas principalmente pela aquisição de remédios, as aquisições, do exterior, de bens de consumo são as que menos caem na comparação de julho deste ano contra o mesmo mês do ano passado. Recuaram 17,9%, contra uma queda de 52% nas importações de combustíveis, de 32,5% nas compras de matérias-primas e de 31,9% de máquinas e equipamentos.

Quando se toma o período de janeiro a julho deste ano, contra igual período do ano passado, os bens de consumo não-duráveis foram os únicos que registraram aumento de compras do exterior: +2,3%.

Os bens de consumo não-duráveis são: medicamentos, alimentos, bebidas, tabaco, vestuários e produtos de toucador (perfumes, shampoos, entre outros). Nesta comparação, os bens de consumo duráveis (carros e produtos da linha branca, entre outros) registraram queda de 17,4% nas compras do exterior.

Fonte: O Globo

João Luis B. Torres
ADVFN BRASIL

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