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Archive for Novembro 3rd, 2009

Fiesp: Atividade industrial dá sinais de recuperação

Os dados da atividade industrial paulista no mês de setembro demonstram uma tendência “incontestável” de recuperação, avaliou hoje o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini. Dos 19 setores que compõem a pesquisa do Indicador do Nível de Atividade Industrial (INA), 17 apresentaram crescimento e apenas dois tiveram resultado negativo. O INA subiu 4,3% em setembro na comparação com agosto no cálculo com ajuste sazonal, no melhor resultado desde abril de 2008, quando o indicador subiu 5,5% ante março.

É um resultado muito bom e expressivo. Finalmente tivemos um número incontestavelmente positivo e forte, que sinaliza uma tendência de continuidade da atividade industrial até o fim do ano“, afirmou. O resultado de setembro foi puxado principalmente pelo crescimento das vendas reais da indústria, de 7,5% em setembro na comparação com agosto.

Até os setores mais afetados pelos desdobramentos da crise no País apresentaram desempenho positivo. O nível de atividade de Metalurgia Básica, por exemplo, aumentou 3,8% em setembro ante agosto, no índice com ajuste sazonal. As vendas reais do setor tiveram elevação de 17,7%. “O setor foi um dos mais ofendidos pela crise, mas finalmente eliminou estoques e os sinais de recuperação começam a surgir“, afirmou Francini.

Fonte: Estadão

Câmbio: Real forte já faz indústria deixar o Brasil

Indústria cobra revisão total do sistema tributário e aponta problemas como gargalos em infraestrutura, juros altos e falta de crédito.

Mais do que prejudicar a competitividade de muitos setores no comércio exterior, o câmbio já detonou um processo de desindustrialização no Brasil, e um dos ramos mais afetados é o de máquinas e equipamentos, essencial para promover o investimento produtivo.

Outros segmentos também se ressentem da queda do dólar, como o de calçados, o de vestuário, o têxtil, o eletroeletrônico e o automobilístico. Eles veem suas exportações caírem e sofrem com a invasão de importados - cuja origem quase sempre é a China, que controla sua moeda para impulsionar exportações.

Exemplos não faltam de indústrias que deixaram o país e passaram a ser meros distribuidores de produto importado de suas matrizes, diz José Velloso, vice-presidente da Abimaq (que reúne os fabricantes de máquinas e equipamentos).

Cita a norte-americana Cameron, que fechou uma fábrica de equipamentos para produção de petróleo neste ano no interior de São Paulo, menos de três anos após sua abertura. A firma tinha mil empregados. Agora, conta com apenas 20.

Esse é só um caso. Para muitas empresas, vale mais a pena se tornar representante da matriz e vender máquinas importadas“, afirma.

Fonte: O GLOBO